A juíza da Vara Única do Foro de Buri, Gilvana Mastrandéa de Souzaemitiu um mandado de prisão na última quinta feira (13) contra o ex vereador Gilmar Rosa, por coação contra uma servidora da Câmara Municipal. Ele foi condenado a dois anos e um mês no regime semiaberto e ao pagamento de 20 dias multa. O ex vereador recorreu, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a decisão de primeira instância. 

De acordo com o desembargador e relator da 6ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ricardo Cardozo de Mello Tucunduva, a vítima era testemunha de Gilmar Rosa num processo por improbidade administrativa e após ter rompido relações com ele, passou a ser intimidada com intuito de não prejudicá-lo quando fosse ouvida pela Justiça. Ainda conforme relatório, após audiência o ex vereador continuou perturbando a vítima, que registrou um boletim de ocorrência na época. O caso foi parar na Justiça e as conversas foram anexadas ao processo.

Por meio de sua defesa, Gilmar Rosa tenta a conversão da pena para o regime aberto e justifica a falta de vagas em estabelecimento prisional adequado. Contudo, procurado pelo Buri Conectado o ex vereador disse desconhecer a existência de um mandado de prisão contra ele.

"Não tive ciência de nenhum mandado, até porque se tivesse tido ciência, neste momento não estaria falando com você" disse. 

Nós entramos em contato também com a defesa de Gilmar, que preferiu não se manifestar.

Por Buri Conectado +37k.