Passageiros questionam as condições do transporte interurbano e relatam descaso.


Usuários do transporte coletivo interurbano procuraram o Buri Conectado para relatar o que chamaram de descaso. 

A primeira queixa é referente a superlotação que intensificou-se devido a diminuição de horários por conta da pandemia da Covid-19.

A usuária Daniele Bohl disse que precisou ir até Itapeva essa semana para dar entrada no seguro desemprego mas, como não havia feito o agendamento antecipadamente, precisou retornar, porém optou pelo serviço de taxi, já que a volta no coletivo anteriormente não foi nada agradável. 

Além de passageiros empilhados, de pé, havia segundo ela, um homem alcoolizado que conforme o movimento do veículo, caía sobre os que estavam próximos. Percebendo o incômodo, uma senhora teria oferecido o lugar mas, o homem teria se recusado.

(Apesar de não haver nenhuma legislação que proíba o consumo ou o transporte de bebidas alcoólicas no interior do veículo, o usuário terá recusado o embarque ou determinado seu desembarque, quando estiver em estado de embriaguez; comprometer a segurança, o conforto ou a tranquilidade dos demais passageiros ou demonstrar incontinência no comportamento.

Essas informações podem ser consultadas no art. 30 do Decreto nº 2.521/98 e no art. 7º da Resolução ANTT nº 1383/2006).

Segundo Daniele, alguns lugares só ficaram vagos depois que parte dos usuários desceram em Taquarivaí.

"Na hora de ganhar dinheiro dane-se a aglomeração. Acho injusto pagar R$ 9,25 para passar por isso, deveria de ter um ônibus para Buri e outro Taquarivaí. Agora traz tudo junto" disse.

Dona Lúcia Dubrosk tem 62 anos e relatou ter tido problema com a troca de horários. Ela disse ter saído de Buri as 6h40 rumo a Itapeva para receber o benefício do INSS e que tinha conhecimento de que a volta seria as 15h. As 11h30 ela já estava livre e se reuniu por volta das 14h aos demais usuários na fila para embarque.

"(..) deu 15h e alguém falou que era só as 16h20, eu perguntei como assim? ai me disseram 'mudou o horário'. Não é possível esperar mais 1 hora e meia em pé na fila, já estou aqui desde 11h30, na cidade desde as 7h30" disse.

Insatisfeita Dona Lúcia dirigiu-se ao guichê, mas disse ter encontrado o motorista no trajeto e questionado sobre a mudança. 

Segundo a passageira ele a sugeriu que olhasse os horários na internet. Dona Lúcia reagiu ao que chamou de grosseria e disse "(...) nossa que grosseria"  e teria ouvido posteriormente "não está contente? vá de taxi" e a partir dai iniciou-se de acordo com suas palavras, uma baixaria. 

"Por isso que as coisas não andam porque o povo tripudia em cima. Eu queria questionar a empresa pela falta de respeito com o usuário, passagem subiu, horário do ônibus que eles fazem do jeito que querem, o motorista me disse que era por causa da pandemia, mas até Taquarivai vieram mais de 18 pessoas em pé, ônibus lotado, preocupado com pandemia?" questionou. 

O Buri Conectado lembra que denúncias de possíveis irregularidades podem ser feitas através do Atendimento ao Consumidor:

Agência de Transporte do Estado de São Paulo - ARTESP 0800 167 170
ANTT - 0800 880 2006

Nós não conseguimos contato com a empresa responsável pelo transporte desses passageiros. Estamos a disposição para qualquer esclarecimento. 


Por Buri Conectado


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