O tempo

O tempo é algo sublime e que determina muitas coisas em nossas vidas, tem diferentes significados, mas expressa sentimentos, emoções, vivencias. Mesmo o tempo sendo a duração de fatos, determinando os períodos, os momentos, as épocas, horas, semanas, entre outros, ele sempre foi utilizado por muitas gerações da maneira como acreditavam ser importantes. Aqueles que administraram seu tempo, utilizaram em prol ao desenvolvimento da humanidade, não só marcaram épocas, mas deixaram um legado.

                Sendo assim, o que fazemos com o tempo é o que irá determinar o que almejamos para nossas vidas, ou ainda em uma visão estática, aquilo que não podemos mudar, algo que já passou, movimenta nossas emoções, mas necessitamos procurar viver bem com o tempo que temos. Ele passa muito depressa, dependendo em que estamos ocupando nossa vida, nosso crescimento em relação ao conhecimento. Muitas pessoas retardam seu aprendizado se ocupando com coisas corriqueiras e passageiras, sem contribuição significante a vida alheia.

A mídia é uma importante ferramenta para a aprendizagem e desenvolvimento e as redes sociais bem utilizadas são fontes de informação, entretenimento, aprendizado, comunicação, mas acabam sendo utilizadas como fonte de desentendimentos, crenças estipuladas, ou ainda futilidades que empobrecem. Todavia, as pessoas utilizam as redes sociais como fonte de especulação, ou na expressão “matar tempo”, procurando saber como vivem as pessoas de sua cidade, vizinhos, conhecidos e outras celebridades. Perdem seu precioso tempo, porque todas estão vivendo, de acordo com seu conhecimento e o uso de seu tempo.

Nesse impasse, muitas pessoas não percebem a importância do uso adequado do tempo que usufruem durante o dia, utilizando sempre do passado como fonte de diálogo para fatos corriqueiros, acontecimentos não pertinentes em relação as pessoas, fofocas, futilidades que empobrecem o diálogo e não acrescentam, até porque comentam o que já passou. E nessa busca desenfreada na mídia, nas redes sociais o que cada pessoa procura, faz de muitos escravos, zumbis que passam o dia se preocupando com postagens, tudo se torna indireta, ou seja, uma falta de aproveitamento do tempo em sua família, espiritualidade, com trabalhos, estudos, contribuição para o desenvolvimento social, lazer e principalmente no cuidado com seu próprio corpo, saúde física e mental.

Nesse contexto, a vida passa sorrateira e o tempo não volta, mas podemos aproveitar nosso tempo para termos boas recordações do que vivemos e deixarmos saudades dos momentos vivenciados com sabedoria, porque quem morreu não volta, mas deixa histórias e essas precisam ser interessantes para o aprendizado da humanidade.

Foto/ ilustrativa internet
Por Letícia de Lourdes Gubani Linard