Grupo de 12 trabalhadores vivia sem acesso a água potável, alimentação adequada e estrutura básica em Angatuba - Foto: Ministério Público do Trabalho

Doze trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão na última quinta-feira (26), em uma fazenda de laranjas localizada em Angatuba (SP). Desses, 11 vieram da região Nordeste do país.

Após o resgate, eles foram encaminhados para um hotel em Itapetininga (SP), onde permaneceram hospedados aguardando uma reunião de conciliação.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os trabalhadores foram retirados da propriedade após sofrerem ameaças por parte do intermediador da contratação. O órgão informou ainda que as atividades de colheita na fazenda foram encerradas no dia 18 de março. A partir dessa data, o fornecimento de alimentos aos trabalhadores foi interrompido.

Sem comida, sem dinheiro e sem condições de retornar para suas cidades de origem, os trabalhadores passaram a sobreviver com o que tinham disponível, como arroz, salsicha e jaca, conforme apontou o Ministério Público do Trabalho.

A remuneração semanal de aproximadamente R$ 750 era dissolvida em descontos indevidos relacionados à moradia e alimentação, que agravaram o endividamento dos trabalhadores.

Os resgatados foram encontrados em condições precárias em duas casas no bairro Boa Vista, em Angatuba. Entre as irregularidades identificadas estão dormitórios sem camas, ausência de água potável, uso de fogão improvisado com tijolos na área externa e fiação elétrica exposta.