Michel Lopes 09/06/2026
O Ministério da Saúde iniciou uma investigação para apurar se as mortes, de uma mulher de 48 anos moradora de Paranapanema (SP) e de um homem de 58 anos de Santo André, têm relação com a aplicação da vacina contra a dengue do Butantan. Diante dos registros, a vacinação foi suspensa nesta segunda-feira (8) para reavaliação da estratégia de imunização.
Em nota, o Instituto Butantan informou que seguiu as orientações do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e interrompeu temporariamente a aplicação do imunizante. Segundo o instituto, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a segurança da população nas próximas etapas da campanha de vacinação.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 500 mil doses da vacina já foram aplicadas em todo o país, sendo aproximadamente 417 mil destinadas a profissionais da saúde. Entre os vacinados, foram registrados 42 casos de reações adversas severas, o equivalente a 0,008% do total de aplicações. Desses episódios, três foram classificados como graves, incluindo os dois óbitos atualmente sob investigação.
Segundo informações, a morte da moradora de Paranapanema ocorreu 19 dias após a vacinação. A paciente apresentou sintomas compatíveis com dengue grave associados a comprometimento neurológico, quadro diagnosticado como meningoencefalite.
O Ministério da Saúde ressalta que, até o momento, não há evidências suficientes para estabelecer uma relação causal entre a vacinação e as mortes registradas. As análises seguem sob responsabilidade dos órgãos de vigilância sanitária e epidemiológica.
A prefeitura de Paranapanema se manifestou e disse que está colaborando com as autoridades estaduais e federais, fornecendo as informações necessárias para a apuração dos fatos. O município destacou ainda que as conclusões sobre possíveis efeitos adversos da vacina cabem exclusivamente aos órgãos técnicos responsáveis pela avaliação da segurança do imunizante.
Fonte G1
