A tarifa da praça de pedágio de Buri, na SP-258, passou para R$ 16,20 a partir desta quarta-feira (1º) - Foto/ Reprodução: Google Maps

Michel Lopes 01/07/2026

Os motoristas que utilizam rodovias do interior paulista passaram a pagar mais caro nas praças de pedágio a partir da meia-noite desta quarta-feira (1º). O reajuste das tarifas foi autorizado pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) e publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 23 de junho.

Na região, o aumento atinge importantes corredores rodoviários utilizados diariamente por motoristas, transportadoras e empresas de logística.

Na Rodovia Francisco Alves Negrão (SP-258), a tarifa da praça de pedágio de Buri (km 250) passou para R$ 16,20, enquanto na praça de Itararé (km 326) o valor passou para R$ 10,50.

Já na Rodovia Francisco da Silva Pontes (SP-127), entre Itapetininga e Capão Bonito, a praça do Gramadão (km 196) passou a cobrar R$ 15,00.

Rodovias e vicinais utilizadas como desvio não foram projetadas para suportar o intenso tráfego de veículos pesados - Foto/ Reprodução: Google Maps

Rota de fuga deve ganhar ainda mais movimento

Com o reajuste, a expectativa é de que aumente ainda mais o número de caminhões e veículos utilizando Buri como rota alternativa para escapar do pagamento de dois pedágios.

O desvio mais utilizado ocorre quando os motoristas deixam a SP-258 e acessam a vicinal Tertulino Gonçalves de Albuquerque, seguindo pela Rodovia Lauri Simões de Barros (SP-189) até alcançar a Rodovia Raposo Tavares, nas proximidades de Angatuba, ou realizam o percurso no sentido contrário. Com isso, evitam as praças de pedágio de Buri e do Gramadão.

Impactos para o município

Embora represente economia para quem está viajando, o aumento do fluxo de veículos pesados traz uma série de impactos negativos para Buri.

As rodovias e estradas utilizadas como rota alternativa não foram projetadas para suportar um volume elevado de caminhões de grande porte. Como consequência, ocorre um desgaste acelerado do pavimento, surgimento de buracos, deformações na pista e aumento dos custos de manutenção da malha viária, que acabam recaindo sobre o poder público.

Outro fator preocupante é a segurança viária. O tráfego intenso de veículos pesados em pistas simples eleva significativamente o risco de acidentes, especialmente durante ultrapassagens. Também aumenta a possibilidade de colisões e tombamentos de caminhões, principalmente em trechos com curvas acentuadas.

Além disso, o crescimento do fluxo de caminhões interfere na mobilidade local, torna o trânsito mais lento e dificulta o deslocamento de moradores, produtores rurais e veículos de emergência. 

Dessa forma, embora a rota represente uma alternativa para reduzir custos aos motoristas, seus reflexos para Buri são predominantemente negativos, impondo desafios à segurança e à conservação das vias.