Criança foi localizada em condições graves de saúde e encaminhada imediatamente para atendimento médico - Foto: Policia Civil/ Divulgação

Michel Lopes 26/08/2026

Uma criança foi resgatada nesta quarta-feira (26) em situação de abandono e maus-tratos, durante uma ação conjunta da Polícia Civil e do Conselho Tutelar, em Buri (SP). Segundo a Polícia, a vítima foi localizada em condições consideradas degradantes e apresentava graves problemas de saúde e sinais de desassistência. 

A criança necessita do uso contínuo de bolsa de colostomia. No entanto, conforme a ocorrência, estava sem o equipamento médico e apresentava ferimentos na região, além de sinais de fome e desnutrição.

A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado judicial de busca e apreensão. Policiais civis foram acionados para prestar apoio aos conselheiros tutelares e ao entrarem no imóvel, encontraram a criança em estado crítico.

Ainda de acordo com o registro policial, a vítima possui problemas crônicos de saúde e depende de cuidados médicos contínuos. Sem a bolsa de colostomia, a região apresentava lesões, inchaço, vermelhidão, secreção e sangramento. A criança também chorava intensamente e aparentava estar sentindo fortes dores.

Diante da gravidade da situação, a criança foi encaminhada emergencialmente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Durante o atendimento, a equipe de enfermagem constatou que os cuidados relacionados à colostomia haviam sido negligenciados, por pelo menos 24 horas, aumentando o risco de infecção.

Ainda segundo a Polícia, os profissionais identificaram sinais de fome e desnutrição. Ao receber alimentação durante o atendimento, a criança teria ingerido a comida de forma intensa. Após ser alimentada e medicada, apresentou melhora no estado emocional e parou de chorar.

Após a internação e o acolhimento emergencial da criança, os agentes retornaram ao imóvel e localizaram a mãe, que foi conduzida à Delegacia de Polícia de Buri para prestar esclarecimentos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil e é acompanhado pelo Conselho Tutelar.

A identidade, a idade e o endereço da vítima não foram divulgados, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que assegura a proteção da imagem, da intimidade e da integridade de crianças e adolescentes.