Em visita a Estação de Tratamento de Água da Sabesp nessa terça feira (21), ao lado do vereador Ronaldo Danilo de Almeida, pudemos acompanhar os procedimentos manuais e tecnológicos que garantem a potabilidade da água consumida em Buri. São várias etapas que são monitoradas por aparelhos precisos e também por laboratórios diversos que coletam o mineral temporariamente para análises.

Essa visita se fez necessária, especialmente após relatos de que a água estaria contaminada com óleo diesel. Aproveitamos a ocasião pra questionar outras duvidas clichês, a exemplo da possibilidade da água estar contaminada por pesticidas, devido sua fonte de captação estar relativamente próxima de plantações que utilizam-se desses defensivos.

Ainda na captação, antes mesmo de receber os primeiros cuidados, a água é analisada em laboratório. Isso confere se o mineral está apto ou não a receber o tratamento.


O processo de tratamento.

A água chega 'bruta' na Estação de Tratamento e a partir dai inicia-se a inclusão de agentes químicos como, sulfato de alumínio, barrilha e cloro. Esses produtos precisam ser aplicados de forma correta e devem estar dentro dos chamados 'valores de referência', pois ao contrário, qualquer anomalia será detectada nos vários aparelhos.

A partir dai iniciam-se os processos. Primeiro a floculação, seguido pela decantação e depois a filtragem. E se repete.

Numa linguagem bastante coloquial a nível de melhor compreensão podemos dizer que, a floculação junta/gruda resíduos maiores na água, que no processo de decantação afunda devido ao peso. Já sem esses resíduos a água segue seu curso para o filtro. Os resíduos que ficaram no fundo durante a decantação são descartados através de descargas.


 As dúvidas.

Antes de informar sobre as duas amostras enviadas por moradores à Sabesp após o possível aparecimento de óleo diesel, vamos mostrar quais são esses 'valores referência', a começar pelo PH que precisa estar entre 6.0 a 8.0, Flúor entre 0.60 a 0.80 e a Turbidez abaixo de -50.

Os valores da primeira amostra enviada da Ângelo Gazelli/ Vila Sene, apresentou; PH 7.6, Flúor 0.61 e Turbidez 0.36. Já a segunda enviada da rua Azaleia/ Vila Rosa, apresentou; PH 7.9, Flúor 0.65 e 0.46 de Turbidez. Ambas estão dentro dos valores referência e constatamos que não apresentaram odor de óleo diesel.

Sobre a coloração amarelada da água, que geralmente é mencionada, ou qualquer outro fator que possa gerar dúvidas quanto a sua potabilidade, fomos informados de que é possível tais ocorrências, mas que se trata de eventos pontuais, influenciados por vários motivos. Um deles geralmente quando o fornecimento é interrompido. A pressão que assegura o reabastecimento também pode levar resíduos da rede.

Em caso de persistência do problema a orientação é para que o consumidor acione a Sabesp, para que uma equipe possa ir até o local e se necessário, fazer o que chamam de descarga, naquela rede.

Dessa forma entendemos que existe uma grande equipe empenhada em avaliar e assegurar a potabilidade da nossa água e que inclusive garante a dispensa de todo tipo de filtros, pois está segura do trabalho técnico e responsável que pratica.



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Por Buri Conectado