Relatório final de investigação descarta a responsabilidade da Pinus Brasil na contaminação de açudes.


NOTA DE ESCLARECIMENTO APÓS ANÁLISE

        A Pinus Brasil esclarece que, após denúncia na mídia sobre o suposto descarte irregular de resíduos tóxicos e contaminação de açudes localizados no município de Buri, iniciou de forma imediata um profundo processo de investigação, que contou com a participação de especialistas em sistemas de tratamento de águas e meio-ambiente. Para apoiar tecnicamente a investigação, contratou também um laboratório especializado em análise de águas, habilitado pela ANVISA-REBLAS ANALI-03 e pelo Inmetro na ABNT NBR ISO/IEC 17025 e que trabalha em conformidade com as normas e legislações da CETESB . Após análise minuciosa dos eventos e baseado nos resultados das análises realizadas, ficou constatado que não existe nenhuma relação entre a companhia e a mortandade dos peixes ou manchas encontradas nesses açudes.

Para que a investigação fosse realizada com profundidade, foram coletadas amostras em três pontos chave (com a presença e autorização dos proprietários): a primeira coleta foi realizada no açude da Fazenda Pedra Maria (local de origem da água), a segunda coleta ocorreu no açude que serve de fonte de água para o criadouro dos peixes (açude primário) e, por último, no tanque em que ocorreu a mortandade dos peixes.

Alguns dos resultados obtidos nestas análises, foram decisivos para a conclusão da investigação. O primeiro deles foi o nível de oxigênio nos três pontos, em seguida a quantidade de coliformes termotolerantes e coliformes totais, e por último o teor de Gution (largamente utilizado na formulação de pesticidas).

No quadro abaixo apresentamos uma tabela com os resultados obtidos: 



É importante frisar que, quanto maior for a quantidade de oxigênio na água por litro, melhor será a sua qualidade. Entre as três amostras, a açude da Pedra Maria foi o que teve o melhor índice de oxigênio, chegando a 9,6 mgO2/L. Já o açude primário, alcançou o índice de 8,6 mgO2/L e por último, o tanque, com 3 mgO2/L. Nesta última análise fica evidente que a quantidade de oxigênio dissolvido na água era insuficiente para a sobrevivência dos peixes. 

       Outro parâmetro muito importante para a conclusão desta análise, foi a quantidade de coliformes termotolerantes e coliformes totais, que são bactérias encontradas normalmente no intestino tanto do ser humano quanto no de animais. Quanto maior o índice, mais inadequada será a água para a atividade da piscicultura. Como podemos conferir no quadro acima, o tanque de peixes possui quantidade de coliformes muito acima da normalidade. 

        Mais um ponto importante a ser destacado, é a quantidade de pesticida organofosforado chamado Gution, que foi encontrada tanto no açude que atende ao criadouro quanto no tanque de peixes. O número encontrado é 60 vezes superior ao permitido pela norma Conama 357 + artigo 15, que define um valor máximo de 0.005 microgramas por litro. Mais uma prova que a companhia não tem responsabilidade alguma em relação ao fato investigado, já que este produto não é utilizado pela Pinus Brasil em nenhuma dos seus processos. 

       Para finalizar o ciclo de investigação, também foi feita uma análise em um dos peixes coletado sem vida no tanque de criação. O resultado revela que o vertebrado estava contaminado com uma bactéria altamente resistente chamada Aeromona hydrophila. Esta bactéria está diretamente relacionada com a morte do peixe e pode ter sido originada pela quantidade de coliformes encontrados na água. 

       Com base nos dados apresentados e no resultado da investigação, fica claro que não é de incumbência da Pinus Brasil nenhum dos problemas ambientais que foram alvo de denúncias. A companhia ressalta que cumpre rigorosamente com toda legislação ambiental Federal, Estadual e Municipal e que mantém um sistema altamente eficiente de tratamento de água que possibilita o seu reuso integral em seus próprios processos. 

      Além disso, a empresa possui todas as licenças de operação da CETESB e todo resíduo gerado é retirado da fábrica mediante o Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental (CADRI), documento que garante o descarte ambientalmente adequado de resíduos.

      O Grupo Pinus Brasil investe continuamente no aprimoramento de seus processos e está comprometido com a segurança de seus funcionários, de seus parceiros de negócios e da comunidade da cidade de Buri. A empresa mais uma vez, reafirma o seu compromisso com a transparência e com a proteção do meio ambiente.

Por Buri Conectado


Relatório final de investigação descarta a responsabilidade da Pinus Brasil na contaminação de açudes. Relatório final de investigação descarta a responsabilidade da Pinus Brasil na contaminação de açudes. Reviewed by Buri Conectado on 18:44:00 Rating: 5
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário

Featured Video